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01/10/2008 14:56:53 - PROVAS DE CONCURSO: DA TÁTICA À PRÁTICA por Bruno Bianco Leal
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Como fazer provas de concurso     

Por Bruno Bianco Leal

 

 

Como citar este artigo: LEAL, Bruno Bianco. Provas de concurso: da tática à pratica. Disponível em http://www.sosconcurseiros.com.br

 

 

Queridos amigos e queridas amigas, há muito que me questionam a respeito da existência de técnicas ou táticas para serem utilizadas na hora da prova, de maneira a maximizar os acertos, bem como cativar o examinador, em se tratando de uma prova dissertativa e/ou oral.

 

 Para ser bem sincero com os(as) colegas, a sorte é um fator muito importante em nossas vidas, e mais ainda, quando se está diante de uma prova com tantos meandros e especificidades como a de um concurso público.

 

Sucede que, existem algumas maneiras de nos sintonizarmos com a sorte, trazendo-a para o nosso lado, ou melhor, possibilitando que ela atue a nosso favor.

 

Pensando nisso, resolvi trazer aos companheiros e companheiras de luta algumas técnicas práticas muito úteis na arte de bem fazer uma prova de concurso.

 

Antes de iniciar, no entanto, faço quatro observações importantíssimas:

 

  1. As técnicas que serão expostas NÃO são eficazes por si sós, sendo necessários uma boa preparação e um bom conhecimento jurídico por parte do candidato;
  2. Tratam-se de táticas, estratégias que ajudam na hora da prova, e não de métodos infalíveis ou fórmulas milagrosas.
  3.  Nunca deixe de estudar, pois essa sempre será a melhor forma de passar rápido num concurso público.
  4. Todas as dicas que aqui serão expostas, bem como TUDO que um concurseiro deve saber para uma boa e rápida aprovação, estarão disponíveis no Livro Vida de Concurseiro - a melhor técnica para passar rápido em concursos, de minha autoria em conjunto com o colega Bruno Haddad Galvão, o qual será publicado muito em breve.

 

Feitas essas breves considerações, passemos à nossa estratégia:

 

Antes de qualquer coisa, devemos ter em mente o tipo de prova que iremos enfrentar, já que elas (teste, somatório – Cespe - dissertativa, práticas - peças e pareceres - e oral) são absolutamente distintas e, pois, requerem uma postura diferente por parte do candidato diligente.

 

  Estudemos cada uma delas:

 

1. A prova teste ou de múltipla escolha:

 

Este tipo de prova, apesar de pouco avaliar o conhecimento do candidato, ainda é a mais utilizada nas primeiras fases de muitos concursos do País.

 

Geralmente as provas são divididas por matérias, e trazem um enunciado seguido por quatro ou cinco alternativas, das quais somente uma é a correta.

 

Minha primeira preocupação com esse tipo de prova é o tempo, já que muito raramente ele é suficiente.

 

Assim, uma boa técnica é iniciar a prova por aquelas disciplinas com as quais o candidato possui maior aptidão, ou esteja mais bem preparado.

 

Procedendo dessa forma, além de melhor administrar o tempo, adquire-se confiança, a qual é fundamental para o bom andamento da prova.

 

Ademais, ainda com relação ao tempo, é necessário deixar um alerta: NÃO BRIGUE COM AQUELAS QUESTÕES DIFÍCEIS, O TEMPO PERDIDO PODE LHE CUSTAR MUITO CARO; não perca mais de 3 (três) minutos por questão; não sabendo, pule para a próxima!!!

 

Noutro sentido, cuide-se para não cair nas malfadadas “pegadinhas”. Elas, geralmente estão nas seguintes expressões: nunca, sempre, somente, apenas, talvez, uma única vez etc.. Portanto, ao se verem diante dessas expressões, logo desconfiem.

 

Outra dica bastante importante, que algumas vezes funciona, é o que eu denomino de “chute inteligente”.  As estatísticas mostram que as disciplinas possuem uma distribuição equivalente de alternativas certas; vale dizer: se a prova tiver 10 questões de direito constitucional, por exemplo, o gabarito tenderá a ter uma distribuição eqüitativa de letras, ou seja, duas alternativas “a”, duas “b”, duas “c”, duas “d”, e duas “e”, como sendo as corretas.

 

Assim, após o término de cada disciplina, conte o número de alternativas de determinada letra que você assinalou, e chute aquelas que não soube, na letra em que menos marcou.

 

Exemplificando: se na mesma prova de direito constitucional você não soube fazer duas, e nas demais, você não tenha assinalado nenhuma vez a letra “a”, chute aquelas que não soube na letra “a”. Dessa maneira aumentará as chances de “fazer um gol”.

 

 

2. A prova tipo somatório:

 

Este tipo de prova, em nosso país, se tornou quase que uma exclusividade dO Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília). Todavia, não se animem aqueles que abominam essa espécie de prova, pois O Cespe hoje é responsável pela elaboração de provas de altíssima importância, sem falar que os concursos federais são sua maior especialidade.

 

Assim, já que não podemos mudar essa realidade, sugiro que nos adaptemos a ela.

 

A prova consiste de assertivas às quais deveremos marcar como certa ou errada.

 

Feitos esses esclarecimentos iniciais, vamos às dicas:

 

Primeiramente, faça muitas (se puder todas) as provas passadas elaboradas pelo Cespe; assim conseguirá pegar o “jeito” da prova, já que se trata de uma novidade para muitos; não se pode entrar numa briga sem conhecer o inimigo, sem falar que eles costumam repetir várias questões.

 

Atente, pois isso é fundamental e faz a diferença!!!

 

Outro ponto importante que propositalmente omiti dos colegas, é o seguinte: a depender do concurso, cada alternativa errada marcada no gabarito, uma ou meia certa é anulada. Assim, é comum em provas desse tipo, candidatos saírem devendo nota ao examinador. Desta feita, devemos estabelecer algumas técnicas para a sua realização:

 

Primeiramente, leia com bastante atenção o edital do concurso e veja se cada alternativa errada anula uma certa, ou apenas meia alternativa certa.

 

Caso seja uma por uma, você somente deverá assinalar aquelas em que esteja com plena confiança; na dúvida, deixe em branco!

 

Do contrário, se na sua prova cada alternativa errada anular, apenas, meia alternativa certa, apesar de ser necessária muita cautela, você poderá dar alguns chutes, pois a probabilidade de acerto será grande, já que existe 50% (cinqüenta por cento) de chance de acerto (verdadeiro ou falso). Nesse caso, vale a pena assumir o risco. Mas lembre-se: naquelas em que nem faça idéia do assunto, o melhor negócio é deixar em branco.

 

3. As provas dissertativas e praticas:

 

Queridos amigos e queridas amigas, aqui a dica de ouro é a seguinte: o bom uso da língua portuguesa!

 

Lembrem-se que o examinador já fez a “peneira”, e já sabe que você é um bom (ou uma boa) conhecedor(a) do direito, pois passou pela duríssima primeira fase.

 

Assim, o que ele busca nesta fase é, além de bons argumentos jurídicos, uma boa e culta escrita, linguagem clara, coesão, paragrafação, letras legíveis etc..

 

Muitos devem estar se perguntando: como faço para estudar para a segunda fase?

 

A resposta:

 

·                    Construa teses em sua casa; escreva sobre tudo o que acha que pode ser perguntado, e peça a um colega ou a um parente analisar;

·                     Para descobrir os temas prediletos dos examinadores, coloque os seus respectivos nomes em sites de pesquisa na Internet, e tente coletar o maior número de informações possível sobre eles; por exemplo: atuação profissional, associações às quais ele é afiliado, livros e artigos publicados. Certamente ele perguntará sobre um tema de sua predileção;

·                    Para treinar pareceres, procure na Internet alguns emitidos pelo próprio órgão no qual pretende ingressar. Siga exatamente o mesmo modelo, e faça vários com os mais diversos temas afetos à Instituição;

·                    Com relação às peças processuais, o que mais importa são os temas, os quais você domina há muito tempo. Assim, pegue o art. 282 do CPC e monte um modelo de petição; seguindo este modelo, faça petições dos mais variados temas e, uma vez feito isso, faça as respectivas contestações e os eventuais recursos cabíveis. Procedendo dessa maneira, fixará a um só tempo as teses, os modelos e a sistemática do processo.

 

1. A prova oral:

 

Inicialmente, pesquise sobre os examinadores e suas respectivas predileções, e vá assistir a alguns exames de outros colegas. Assim, não será pego de surpresa.

 

Cuide muito bem de seu estado emocional, pois esta, certamente, é a questão central a ser analisada pelo examinador.

 

Pegue todas as teses feitas quando do estudo para a segunda fase, e treine falando a um amigo, parente ou mesmo para o espelho. Isso fará com que perca a inibição, talvez a maior barreira a ser transposta.

 

Não pense no examinador como um carrasco, mas sim como um amigo, e talvez, um futuro colega de profissão. Não tenha medo!

 

Mantenha a humildade, pois esta pode geram uma admiração por parte do examinador, a qual lhe ajudará muito.

 

Por fim, lhes ensinarei uma tática que espero seja bem entendida pelos nobres examinadores de todo o país, pois não se trata de “enganação”, mas sim de demonstração de conhecimento. Mas lembrem-se: isso só deve ser usado em último caso!!!

 

Caso tenham sido argüidos sobre um tema que dominam apenas superficialmente, mas saibam muito sobre outro tema correlato, o qual, também sabem ser muito apreciado pelo examinador e pertinente ao cargo, comecem a falar do que foi perguntado, mas logo tentem levar a conversa para o outro tema, demonstrando conhecimento, e “pedindo” (nas entrelinhas) para que o examinador lhe argua sobre o tema que você se sente mais seguro.

 

Atenção: nunca tente enganar o examinador, pois certamente ele perceberá; se realmente não souber nada sobre o que foi perguntado, seja humilde e diga: “desculpe excelência, mas eu não me recordo”! Em casos como tais, a melhor opção é a humildade e a sinceridade.

 

Pois bem, era isso pessoal!

 

Do mais, me coloco à total disposição de todos para eventuais questionamentos via e-mail: brunob@sosconcurseiros.com.br.

 

Forte abraço a todos e todas e ótimas provas!!!

 

 

 

 


Submarino.com.br
  COMENTÁRIOS SOBRE A MATÉRIA
Carlos Nader:
21/02/2010 17:37:25

Suas dicas foram de grande ajuda, porem, gostaria de maiores detalhes a respeito de tecnicas que possam me ajudar nas provas pois tenho conhecimento em minha área, mas, talvez haja uma maneira de equilibrar tecnica e conhecimento na área de dominio.
Sou economista e estou tendo dificuldade de ser aprovado em um concurso públuico.
Antecipadamente agradeço a sua atenção.
cleverson cristiano de anastacio:
19/01/2010 13:20:59
po cara beleza essas dicas depois de prestar o concurso vo vir te falar muito obrigado
Keyla Cardoso:
06/12/2009 16:23:48
Olá Prof. Bruno!
Bem gostaria de umas dicas de como fazer uma prova que posso ter o conhecimento adequado a ela, tipo: saber alguns macetes de vestibulares, no caso da UFPA.
desde já agradeço a atenção, minha prova é neste domingo.
Abraços!!
JACIANE FERNANDES FERREIRA :
08/11/2009 19:45:32
Caro Bruno, boa noite!
Gostaria que você me enviasse indicação bibliográfica para o concurso da AGU. Pois neste momento não tenho como frequentar um cursinho específico, e pretendo começar meus estudos sem auxilio de um cursinho.

Desde já agradeço.

Jaciane.
rogeio:
10/02/2009 14:43:45
Caro Bruno me de uma dica ae!!!! se por exemplo eu fasso uma prova com 40 questões e so consigo responder a metade! O que devo fazer para eu dar um bom chute no resto das questoes? me dissera por ai que eu sempre devo marcar a mesma letra em todas as questoes que eu não sei!! isso é verdade??? me dar uma Forca ae.... Obrigado
DEWINDSON TELL MIRANDA MORAES:
22/01/2009 20:00:28
Prof. Bruno
Obrigado pelas ótimas dicas. Estou na luta para o próximo concurso de Delegado de Policia Federal e a organizadora deve ser a CESPE. A sua dica de fazer provas desta organizadora foi ótima e conjunto de dicas denota sua boa vontade e bom coração para com todos. Que Deus te abençoe sempre pois o seu apoio e de seus amigos de site é muito importante. Obrigado.
DEWINDSON TELL MIRANDA MORAES:
22/01/2009 19:58:19
Prof. Bruno
Obrigado pelas ótimas dicas. Estou na luta para o próximo concurso de Delegado de Policia Federal e a organizadora deve ser a CESPE. A sua dica de fazer provas desta organizadora foi ótima e conjunto de dicas denota sua boa vontade e bom coração para com todos. Que Deus te abençoe sempre pois o seu apoio e de seus amigos de site é muito importante. Obrigado.
romer gonzaga:
19/01/2009 18:33:28
Ótimas dicas. Valeu mesmo. abs
Lúcio César:
02/11/2008 22:57:38
ótimo artigo bruno! no caso da prova oral, sugiro que façam um curso de oratória e argumentação! ajuda bastante... um abraço a todos.
Bruno:
25/10/2008 20:20:54
Querida amiga, me envie um e-mail constando a prova à qual irá se submeter e, se possível a parte do edital que fala a respeito da prova dissertativa.
Assim poderei lhe responder com maior segurança como deve proceder.
No geral, lhe adianto que não é necessário repetir o tema proposto, salvo quando forem dados dois ou mais temas para serem escolhidos.
Digo-lhe mais quando da resposta do e-mail.
brunob@sosconcurseiros.com.br

 
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